Tamanco

Ui,isso foi me acontecer justo agora na véspera da minha viagem. Ai ‘gentem’ ‘tô’ indo passar o final de semana com os amigos. Ok! Vai ser ótimo, mas a noite de ontem, coisa boa, ‘tô’ de virada, e quem nunca? Né!?

Fazia tempos que eu cuidava um gatito, mas ele nem sonhava que eu já falava sobre ele para meus amigos, amigas, parentes, colegas, para todo mundo.

Bendita internet, que ferramenta maravilhosa, ela une as pessoas, aproxima, foi graças a dita cuja que nós enfim nos conhecemos pessoalmente.

O boy é um escândalo, corpulento, gostosão, gato demais, imaginem que cheguei a pensar que fosse muita areia para o meu caminhão. Juro! Pensei mesmo! Combinamos de sair para beber, conversar ouvindo a voz um do outro, porque até então só ouvimos o nosso próprio teclado enquanto conversávamos.

A noite estava fria, migramos de um bar para outro, caminhando no sereno, soprando para o alto a fumaça do cigarro que me aquecia de cima para baixo, porque de baixo para cima eu já estava incendiando. Pronto falei. Depois de beber bastante e curtir a noite boêmia, resolvi me despedir, afinal, tinha que viajar no dia seguinte. Não era cedo meu horário de embarque, mesmo assim, precisava descansar.

– Então Juliano, vou ter que ir embora. Foi legal nosso encontro. Valeu!

Fui me despedindo né ‘gentem’ mas torcendo que ele pedisse que eu ficasse mais, ou sei lá. Daí ele reagiu dizendo:

– Foi bom mesmo o encontro, mas vamos fazer ficar melhor lá na minha casa. Pode ser?

Eu tinha vontade de sair gritando na rua deserta, durante a madrugada: – Claro, claro que pode ser, é o que eu mais quero!!! Mas tive que me conter! Então, falei sorrindo por dentro:

– Se tu garantes que lá pode ser melhor, eu topo.

Juro pela alma da Amy WineHouse (se é que ela tinha alma) eu quase mijei nas calça de tão feliz. Quando chegamos no ‘apê’ dele, minha roupa se desmaterializou, só pode, porque mal bateu a porta e eu já estava completamente pelado, enquanto ele estava apenas de calça jeans.

Depois de muitas carícias e malícias, já estava com a cara fedendo a bragueta, então quando deslizei aquele zíper, uau. Uau mesmo! A Sadia ou Perdigão o patrocinava, porque era uma mortadela que se apresentava. Não sabia se ria ou chorava pelo que me aguardava.

Não hesitei ao falar:

– Acho que sapato 41 não caberá na caixa do 38. Mas ele retrucou sussurrando: – Com jeitinho tudo se acomoda gatinho.

Ai ‘gentem’ o pior é que não tinha acomodação que me deixasse confortável. Levanta uma perna, baixa a outra, levanta as duas, fica em pé, agora agachado, quem sabe sentado, ou eu por cima, agora eu por baixo. Foi uma verdadeira ginástica.

A camisinha tinha que ser GG e olhe lá, se ficasse apertado, eu já estava pronto para tirar do bolso um balão surpresa para encapar aquele extintor. Aff!

No outro dia quando cheguei à cidade destino, depois de viajar 350 km sentados de lado, meu amigo que foi me buscar na rodoviária me abraçou forte logo que desci as escadas do ônibus, em menos de dez passos ele perguntou:

– O que aconteceu Givago? É impressão minha ou tu ‘tá’ manco?

Smack!

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