Grafiteiro

Conheci um carinha muito legal semana passada, foi casual, achei tão interessante como aconteceu, por isso vou contar tudinho para vocês.

Semana passada tinha sido tudo tão comum, tão igual, até eu ir para a faculdade a noite, na hora do intervalo, eu fui no bar comprar um cafézinho e comer um salgado, até ai nada de mais. Ok!?

Estava eu, super na minha, cansado mas disposto, sozinho em uma mesa com três lugares. Criaturas! O bar da facul bombava, mil pessoas circulando, um burburinho só. Eu estava bem distraído quando ele pediu para sentar junto na minha mesa porque não havia mais lugares nas outras, então tirei um fone do ouvido e disse que não tinha problema e que ficasse a vontade. Fiz a egípcia meio inconsciente. Resolvi olhar para o cara depois de comer o meu salgado, porque não tem coisa pior que alguém te observando comer algo. Já estava todo desconfiado se tinha frango desfiado preso no meu aparelho ou sei lá, um orégano no dente.

Quando ergui a cabeça para ver quem era o cara, eu tive uma crise contida, mas pegou fogo minha bacurinha, juro pela minha yorkshire, ele era a materialização do tesão, do sexy, do sedutor.

Passei a língua umas três vezes ou mais nos dentes para conferir se não tinha nenhum resíduo alimentar e depois de absoluta certeza eu falei:

– Desculpa cara, nem me apresentei, sou Givago.

Então ele respondeu com uma voz tão fina que parecia um gato miando:

– No stress! Eu sou Guima, sou novo aqui na facul, vim trasferido, esse é o meu terceiro dia, faço psicologia.

Ainda bem que ele não lê pensamentos, porque eu estava pensando como é que um cara gostoso, socado, gatão desse tem essa voz? Socorro! Chegou a murchar minhas orelhas e outras coisas também. Mas seguimos conversando e achei ele muito legal. Nos encontramos várias vezes durante a semana nos intervalos e ele sempre muito gente fina, papo legal, estiloso, interessante. Pegamos ônibus duas vezes juntos na mesma semana depois da aula e fui curtindo o Guima, mas eu ficava meio na dúvida se ele era gay, hétero descolado, pseudohétero ou gay comprometido. Só tinha uma maneira de saber né, perguntei, afinal, já tinha intimidade para saber isso. Ele respondeu que estava solteiro, tinha terminado com o namorado fazia meio ano. Gentem, com O NAMORADO! Adorei!!

Convidei ele para ir na minha casa num final de semana, a gente nunca tinha ficado, mas pela maneira que convidei ele sabia que não era para conversar. Afinal, ele já não tinha mais 10 anos. Daí ele confirmou e combinamos sábado!

Quarta, quinta, sexta, enfim sábado. Blinblon! Era ele amichas, todo gato, cabelo arrumado, camisa pólo certinha no corpo, peitoral maravilhoso, jeans claro meio surrado, tênis casual estiloso, e para o meu fetiche, ele estava de óculos de grau. Acho tão sexy homem de óculos. Surpresa para mim, ainda não tinha visto ele usando tal acessório.

Tomamos um drink conversamos um pouco, o papo dele, como já disse antes, é muito bom, nos beijamos. Que beijo bom, boca molhada, lábios carnudos, rosto lisinho, pescoço forte, era malicioso, a língua quente se movimentava muito bem. Nossa! Meu coração acelerou demais, calorão tomou conta de todo meu corpo. As mãos fortes me seguravam firme e passeavam livres pelo meu corpo, não impus limites, deixei ele agir.  Coloquei a mão por baixo da camisa dele, peito lisinho, mamilos durinhos e um deles com uma argola. Ui!

Coloquei uma música para fazer clima e baixei a luz, porque eu já sabia como iria desenrolar a história. Ficamos nos curtindo na sala, depois no corredor, mas eu pensei, vou fazer algo diferente, ao invés de ir para o quarto vou levá-lo para o escritório, sempre tive vontade de usar este ambiente que não fosse para estudar.

Ficamos em pé, próximo da janela, dalí observávamos a vista, estávamos no décimo quinto andar. Enquanto eu estava por trás, via os músculos das costas dele se contraírem, os braços malhados se apoiavam na parede, gemia contido e se movimentava pouco, eu estava adorando, as vezes o mordia na altura dos ombros e o puxava forte pela cintura. Bom demais!!

Senti algo vazar, sensação estranha, mas continuei. Vazou com mais fluxo, me assustei. Gentem, um cheiro de chuca invadiu o recinto. Saí de trás dele e perguntei o que estava acontecendo. Ele disse que achava que tinha ficado com um pouco de água dentro dele. Nossa Desvirginada Escondida, ele mal terminou de responder, peidou um spray de bosta que sujou as paredes, parecia que tinha estourado uma panela de pressão cozinhando feijão dentro do meu escritório. Coloquei as duas mãos na cabeça e imaginava o que dizer para a minha faxineira que virá só na segunda. E agora? Vou dizer que grafitaram aqui!

Smack!

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