Distimia

Amicha, se você anda triste, sem vontade de comer ou então devorando tudo que vê pela frente, está ansiosa, inquieta, desanimada, tem insônia ou hipersonia, perdeu a vontade de sair de casa para dar pinta. Cuidado! Você pode estar doente.

Antes que te chamem de bicha louca, você deve prestar atenção nestes sintomas, porque você pode estar sofrendo de Distimia, uma doença séria e silenciosa de difícil diagnóstico, por ser confundida  com quadro de depressão convencional.

Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Essas pessoas reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar, geralmente os parentes exigem delas uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas frequentes e incomodam a própria pessoa. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos frequentemente da psicomotricidade.

O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.

As pessoas que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.

O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal.A própria pessoa descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleguinhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e tardia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais frequente que o tardio.

A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável.

O tratamento pode ser feito com psicoterapia ou medicamentos, porém é importante ressaltar que a psicoterapia adequada varia muito de acordo com o paciente e da experiência do profissional.

Após o final do período de distimia, o paciente começa a relatar a (re)tomada de gosto por atividades que antes considerava chatas ou entediantes. Nessa nova fase é comum lamentar o tempo perdido e todos os transtornos que a doença causou em sua vida social e/ou profissional. Uma sensação de vazio interior é descrita por muitos pacientes, o que leva o tratamento a abordar agora essa nova condição do indivíduo. Porém, deve-se ressaltar também, que a Distimia, por ser crônica, não possui uma cura definida. Em quase todos os casos, o paciente distímico volta a ter recaidas depressivas e seus sintomas distímicos também reaparecem.

Então meu bem, não deixe o brilho do seu gliter ficar opaco. Grita ’xô’ para essa deprê e se arremanga para lutar contra ela!

 

ps. a categoria Garganta Profunda fala de assuntos incomuns sempre tentando te ajudar.

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