Joice

Gentem, como diria Cissa Guimarães, adoro fazer citação.

É tão bom estar namorando né? Quem não passou por isso ainda vai passar, porque sempre existirá um chinelo velho para um pé torto.

Ai que delícia essa confiança que se tem um no outro, cumplicidade, poder ter com quem contar, olhar para o lado e ver aquele príncipe, mesmo que ele não seja, para mim é um deus grego, é meu, só meu. Aff!

Adoro  poder caminhar na rua com meu amor ao lado e juntos olharmos as vitrines, comentarmos, apreciar as roupas lindas, objetos interessantes, sapatos maravilhosos, decoração, apontar os livros que gostamos e criticar os que não nos interessa, ai gentem é tão bom isso.

Até agora só contei a parte boa de poder dividir os momentos da vida com alguém especial, mas a medida que a gente vai ficando mais intimo, hummmmm, nem sempre é tudo tão maravilhoso assim. Por exemplo, no inicio ele tem todo aquele cuidado, é gentil, educado, mas depois de um tempo, e nem precisa ser muito tempo assim, já deixa de ser aquele príncipe e vira sapo, peida na tua frente, arrota no carro enquanto conversa, não fecha a porta do banheiro pra fazer numero dois, nossa…

Eu lembro como se fosse hoje a expectativa que eu tava para o nosso primeiro banho juntos, imagina, um esfregando as costas do outro com muita espuma, sabonete cremoso com cheiro de frutas cítricas, hummmmm, que delícia, aquela água caindo sobre nós, que gostoso.

O primeiro banho juntos foi depois de uma noite maravilhosa de sexo, sexo selvagem, cheio de contorcionismo e disposição. Como já estava namorando fazia algum tempo, as vezes acontecia de peidar na frente um do outro, sem cerimônia, afinal, já tínhamos bastante intimidade. Então eu me deixei levar por este excesso de intimidade e não segurei o que me afligia, resolvi soltar aquele peido travado, mas se arrependimento matasse, nossa, o barulho foi constrangedor, horrível, não acreditei que eu tinha feito aquilo no nosso primeiro banho juntos, que vergonha, mas se fosse apenas o barulho não seria nada diante do que está por vir. O cheiro, que cheiro insuportável, todo aquele vapor com cheiro de frutas cítricas desapareceu de uma hora para outra, eu não sabia o que fazer, aliás, não tinha o que fazer, eu devia ter simulado um afogamento, mas eu estava no chuveiro, que droga, o cheiro vocês não vão acreditar, quando eu olhei para baixo tinha no chão um pedaço de cocô, sim, um pedaço de merda no chão, caiu de mim quando soltei aquele peido barulhento, aquilo parecia uma bala de banana Joice  ao lado do ralo, só que era uma bala grande de banana. Quando eu vi aquilo aí sim, queria morrer, empurrei o mais rápido que pude com o dedão do pé, mas foi inevitável, ele viu, ao invés de me afogar, eu queria mesmo era morrer. Então aquilo se foi ralo a baixo e eu mais uma vez lavei de onde aquilo saiu e rapidamente me enrolei na toalha e sai daquele banheiro em fuga.

Durante algum tempo fui assombrado por aquele nada miserável pedaço de merda, e graças a Mãe das Travas, ele nunca tocou no assunto e eu menos ainda, mas se um dia o fizesse eu simularia um ataque epilético e acordaria sem memória. Quem sou? Onde estou? Quem é você?

Smack!

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