Ser ou não ser: Eis a questão?

‘Gente. Como existem gays hoje. O que ta acontecendo?’
Quem nunca ouviu esse questionamento que está cada vez mais freqüente? Na verdade a comunidade LGBTSXYZ (nunca sei exatamente o que colocar nessas iniciais) tem atingido proporções consideráveis de adeptos declarados – aqueles que saíram do dito armário – e os não declarados – aqueles que mantêm a porta fechada e ainda pra piorar, seguram uma estrutura familiar ao bom e velho estilo old fashion dentro do móvel com eles.

Mas afinal, o que tá acontecendo? Tá todo mundo ‘virando’ gay mesmo? Tá faltando mulher no mercado? Eles estão tão exageradamente interessados em alguma prática sexual que sua parceira ou as mulheres em forma generalizada negam participar? Elas estão tão exaustivamente entediadas com a praticidade dos homens em relação ao sexo que estão buscando carinho na amiga ao lado? Isso tudo, é motivo de uma carência – seja lá qual ela for. Ou estamos caminhando para o fim dos tempos?


Calma, calma. Não são sinais do apocalipse não. Apesar de 2012 ser um ano famoso pela previsão Maia , aparentemente o fim do mundo não teria a responsabilidade caída sobre as ombreiras bufantes dos gays. O homossexualismo é um comportamento considerado tão antigo quanto a humanidade. Os primeiros registros históricos são datados de mais ou menos cinco séculos antes do nascimento de Cristo. Egípcios, gregos, romanos, possuem casos de homossexualidade em sua história, alguns bem famosos como o general Alexandre Magno e Platão. Ou seja, não estamos tratando de um assunto novo e sim de um paradoxo.

General Alexandre Magno (Alexandre, O Grande) e Platão

O que realmente parece estar acontecendo é que estamos vivenciando uma era de questionamentos. De inconformismo. Estamos procurando as respostas as nossas perguntas em campo de batalha. Não estamos esperando soluções passivas – queremos saciar a vontade. Não somente em relação a sexualidade, mas em um contexto geral, o ser humano está mais atrevido. Mais ímpeto e desbravado. Quando poderíamos imaginar tantas mudanças a nossa volta: a força feminina no máximo cargo político do país, um negro comandando a maior nação do mundo, a Suzana vieira cantando (come again?)…

Tantas mudanças comportamentais só poderiam resultar em um homem mais aberto as possibilidades. As suas vontades, desejos, curiosidades.
Não creio que isso seja indício do fim dos tempos. Acredito sim que é a consciência coletiva despontando como a ponta de um iceberg. É o ser humano se jogando ao novo. Reavaliando. Experimentando.

O desejo, o amor, o prazer não tem sexo definido. Tem sim vontade de ser. De acontecer.

O ser humano está se permitindo. Está usando suas chaves para abrir o seu armário pessoal.

E na verdade o que resta então é a pergunta:

Até quando ficarão fechadas a suas portas?

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